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    Geppy‑X: primeiras impressões – o shooter que é uma máquina do tempo para fãs de anime

    Joguei as primeiras horas no PlayStation 5 e o que encontrei em minhas Geppy‑X primeiras impressões foi um shooter 2D que me levou direto para as tardes em frente à TV Manchete. O original 70s‑style Robot Anime Geppy‑X saiu apenas no Japão em maio de 1999 para o primeiro PlayStation. Agora, mais de duas décadas depois, ele recebe um relançamento mundial para PC, PS5, PS4, Xbox Series X|S e Nintendo Switch.

    🎬 Dê play e veja exatamente como é a abertura, os comerciais e o combate desses primeiros minutos. Depois continue lendo as impressões!

    Gameplay inicial de Geppy‑X no PS5 – do menu ao primeiro chefe, sem cortes e sem comentários.

    O jogo não carrega a palavra “anime” no nome à toa.

    Geppy‑X é literalmente estruturado como um anime dos anos 70/90 que você assistia depois da escola. Cada fase é um “episódio”, com abertura cantada, encerramento e até o trailer do próximo capítulo. A cereja do bolo é o famoso “continua” em japonês no canto inferior direito da tela – impossível não sorrir. Essas primeiras impressões com Geppy‑X já deixam claro que a experiência é pensada para quem viveu essa época.

    As cutscenes foram remasterizadas a partir das fitas Betacam originais, agora restauradas para 24 quadros por segundo. O resultado é nítido: o visual de personagens e mechas não deixa nada a dever para as produções da virada do século. E a trilha sonora é um espetáculo à parte nestas Geppy‑X primeiras impressões. Temas cantados por nomes lendários como Isao Sasaki e Hironobu Kageyama embalam tanto as aberturas quanto os combates, com faixas em japonês que grudam na cabeça e ajudam a amarrar a ideia de “anime jogável”.

    A vilã que, em determinado momento, solta um “Semana que vem eles me pagam!” resume bem o espírito: a narrativa abraça a estrutura de programação semanal, com direito a comerciais malucos entre os episódios. Sim, Geppy‑X não se leva a sério e exibe propagandas de produtos licenciados do próprio jogo – e, conforme você avança, algumas referências viram piadas internas hilárias.

    A jogabilidade: simples, gostosa

    Em termos de gameplay, estamos falando de um shooter 2D de rolagem lateral divertido, porém relativamente básico. A comparação que me veio à cabeça foi com Radiant Silvergun, do Sega Saturn, que entrega um trabalho de level design e ritmo bem mais apurado. Aqui, a diversão está mais na apresentação do que na profundidade mecânica.

    Antes de cada fase, três naves – cada uma pilotada por um personagem que é um estereótipo clássico do gênero – se combinam para formar o robô gigante Geppy‑X. Dependendo de quem assume a liderança, o mecha assume uma forma diferente (velocidade, equilíbrio ou potência), mudando armas primárias, secundárias e o ataque especial usado para liquidar o chefe. É uma mistura que vai de Changeman a Evangelion, e funciona bem para dar variedade.

    O jogo não tem tutorial, então demorei um bocado para aprender todos os comandos. Descobrir que o botão R1 alterna entre as formas e, portanto, muda completamente seu estilo de jogo, foi um daqueles momentos em que soltei um “Ahhh!”. Nada que atrapalhe a diversão, mas recomendo que você separe um tempo para mexer nos menus e testar os botões.

    Geppy‑X-primeiras-impressoes-gameplay-1024x577 Geppy‑X: primeiras impressões – o shooter que é uma máquina do tempo para fãs de anime

    Polimento moderno sem perder o charme

    Em minhas Geppy‑X primeiras impressões, o menu de opções impressionou pela quantidade de mimos. Há vários idiomas disponíveis (português brasileiro, infelizmente, não), filtros CRT com diferentes intensidades e curvatura, opções de barras laterais para adaptar a proporção de tela original aos monitores atuais, save states e até um recurso de retroceder a ação. Para quem quer só relaxar, ainda é possível ativar o disparo automático segurando R2/L2.

    Tudo isso faz com que as primeiras impressões de Geppy‑X mostrem um relançamento extremamente cuidadoso, que respeita o material original e entrega qualidade de vida onde realmente importa. O conteúdo extra, com modos como Boss Rush e linhas do tempo alternativas, sugere que há bastante coisa para explorar depois dos créditos – mas isso fica para uma análise completa.

    Veredito (ainda em construção)

    Ainda é cedo para cravar qualquer nota ou conclusão definitiva. As minhas Geppy‑X primeiras impressões são de que ele é uma celebração honesta e deliciosa dos animes robóticos que marcaram gerações. Para quem cresceu com a TV Manchete e passava tardes hipnotizado por aberturas em japonês, é quase uma obrigação. Para quem busca um shooter 2D com mecânicas profundas, talvez seja apenas uma curiosidade simpática.

    Volto em breve com a análise completa aqui no Caixa de Pixels. Enquanto isso, dá play no vídeo aí em cima para sentir o gostinho da abertura, da primeira fase e dos comerciais insanos. E se você também deu um start no Geppy‑X, me conta nos comentários: qual forma do robô virou sua favorita nessas primeiras horas?