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    Primeiras impressões de Graphite – RPG Roguelike que Desenha a Própria História

    Graphite chegou recentemente ao PC via Steam, e confesso que fiquei imediatamente intrigado. Desenvolvido na Colômbia, este RPG roguelike com combate por turnos não veio para reinventar a roda, mas sim para desenhá-la com lápis e papel. E é exatamente essa estética que rouba a cena. As minhas primeiras impressões de Graphite são positivas no quesito visual, me lembrando muito do excelente RPG Time: The Legend of Wrath. A ideia de um universo criado com canetas e papel é pura magia, e o design dos personagens, com suas formas rabiscadas, é extremamente carismático.

    Logo de cara, o jogo apresenta uma proposta que vai além da estética. O combate por turnos aqui tem uma barra no topo da tela que dita o tempo de ação de cada personagem. Administrar essa “linha do tempo” é o grande segredo do jogo. Entender quando atacar, quando se defender e, principalmente, como interromper um ataque inimigo usando o sistema “Break” adiciona uma camada tática que agrada bastante. Essa é, sem dúvida, uma das mecânicas que mais se destacam nas minhas primeiras impressões de Graphite, exigindo planejamento e paciência.

    primeiras-impressoes-de-Graphite-gameplay-1024x576 Primeiras impressões de Graphite - RPG Roguelike que Desenha a Própria História

    Além da linha do tempo, Graphite brinca com a ideia de três baralhos diferentes, o que deixa a experiência ainda mais única:

    • O Deck de Tarô: Responsável por mini-eventos que trazem recompensas, mas que sempre cobram um pedaço da vida da party como “pagamento”.
    • O Deck de Monstros: Onde você aciona as batalhas.
    • O Deck de Baralho Tradicional: Utilizado para comprar artefatos e itens que podem virar o jogo a seu favor, criando sinergias poderosas.

    Confira no trailer abaixo um pouco da atmosfera e da jogabilidade de Graphite, que mistura táticas com belas artes em preto e branco.

    Trailer de lançamento de Graphite. Disponível para PC via Steam.

    A trilha sonora do jogo é envolvente e casa muito bem com a temática, criando uma atmosfera legal. No entanto a falta de localização para o português do Brasil e a escassez de falas dubladas (os personagens têm muito poucas) são pontos que pesam contra. Boa parte da estratégia em Graphite depende da leitura dos atributos e descrições das cartas, e a barreira do idioma pode afastar jogadores que não têm fluência em inglês. Acredito que essa seja uma das principais limitações que notei em minhas primeiras impressões de Graphite.

    Apesar disso, a primeira impressão do jogo é boa. Este é um jogo difícil, e a curva de aprendizado é íngreme. Tive uma lição de humildade ao ser completamente massacrado pelo chefe “Morte” em uma das minhas primeiras tentativas. É bom vir preparado para perder e aprender. A mecânica de progressão roguelike, onde os inimigos evoluem junto com você e podem até usar artefatos, garante que cada run seja um novo desafio.

    Graphite tem um coração imenso e uma identidade visual fortíssima. É um jogo que te convida a usar a imaginação e a prestar atenção em cada detalhe. As minhas primeiras impressões de Graphite são de um título promissor, com uma base sólida e criativa, mas que ainda precisa de alguns ajustes para alcançar todo o seu potencial, especialmente no que diz respeito à acessibilidade para o público brasileiro.

    Se você curte RPGs táticos, Roguelikes, desafios de verdade e uma estética que foge do comum, vale a pena dar uma chance a essa aventura desenhada à mão.