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    GT Advance 3 Game Boy Advance: A Redescoberta de um Clássico Portátil

    Tirei a poeira do meu GBA SP para intercalar com as sessões de Mario & Luigi RPG e decidi dar uma chance a um velho conhecido que eu nunca havia jogado: GT Advance 3 Game Boy Advance. O primeiro contato com GT Advance 3 Game Boy Advance foi estranho – falta de force feedback, visão limitada da pista e uma sensação inicial de que o tempo havia castigado os jogos de corrida portáteis. Mas bastaram algumas voltas e a lembrança de que estávamos falando de um título de 2002 para que a chave virasse. Em poucos minutos eu já entendia o comportamento do carro e redescobria o prazer de correr no portátil.

    Veja como GT Advance 3 Game Boy Advance se comporta na prática neste trecho de gameplay:

    Gameplay de GT Advance 3 Game Boy Advance – cortesia IGN

    Um modo carreira que flerta com Gran Turismo

    O que realmente me fisgou foi perceber que GT Advance 3 Game Boy Advance flertava descaradamente com a fórmula Gran Turismo. O modo carreira é dividido em quatro campeonatos, cada um exigindo a obtenção de licenças (troféus ouro, prata e bronze) antes de acelerar. Essa estrutura fez com que eu engajasse mais do que simplesmente repetir corridas rápidas – eu tinha um objetivo claro, e isso fez toda a diferença. Há também os modos Time Attack, Practice e o surpreendente Drif‑Combo, que prova que o rolê de drift já era substancial naquela época, embora não seja minha praia.

    Tuning, colecionismo e a vontade de fechar o jogo

    Outro acerto enorme de GT Advance 3 Game Boy Advance está no sistema de tuning. Antes de cada prova é possível instalar peças e melhorias obtidas ao longo das corridas, e a recompensa por chegar em segundo lugar muitas vezes vinha na forma de um componente novo. Junte isso a quase 100 carros para desbloquear e está armado o gatilho colecionista – outro forte motivo que me fez querer fechar o game. E, de fato, depois de concluir os quatro campeonatos e destravar uma boa parte da garagem (incluindo o kart), me dei por satisfeito.

    Limitações técnicas e a importância do drift

    É preciso reconhecer as limitações da época. Em GT Advance 3 Game Boy Advance a jogabilidade não muda radicalmente entre os carros, as pistas são totalmente planas (gráficos 2D, sem subidas ou descidas) e a rotação dos veículos parece feita com poucos frames, dando a impressão de que o carro “pula” nas curvas. Apesar disso, o jogo nunca se torna injusto: as corridas duram cerca de três voltas, o que raramente passa de cinco minutos – perfeito para as minhas viagens curtas de metrô. Dominar as derrapagens mostrou‑se crucial em curvas fechadas, e demorei um bocado para entender que ali estava a chave para o pódio.

    Vale a pena revisitar GT Advance 3 Game Boy Advance?

    No fim, GT Advance 3 Game Boy Advance entrega uma experiência divertida, estruturada e cheia de motivos para voltar a jogar. Foi o companheiro ideal para alternar com meu RPG e me fez pensar que, lá atrás, teria sido uma escolha melhor do que o Need for Speed 2. Se você ainda tem um GBA engavetado, GT Advance 3 Game Boy Advance merece um lugar na sua coleção – mesmo vinte e tantos anos depois.